18/12/2011

Bala e prego

No trem, estou de mochila nas costas. Parece que nunca foi diferente. Nunca existi sem a mochila, mas agora estou esquecendo dela. Por que isso? Não encontro resposta nos livros que carrego, muito menos na estante ansiosa que acaba não me oferecendo um bom romance. Na mochila carrego um pacote de balas, porém, também um pacote de pregos. Balas pra quem me sorri. Pregos para quem fecha a cara. Mas que terrível erro, acabei dando pregos para quem me sorria... e ofereci bala pra quem fechou a cara. Por que eu fiz isso? Porque sou idiota. Orgulho de mais, autoestima de menos. Deviam viver juntos... mas não vivem. Brigaram. Se divorciaram. Um odeia o outro. Eu os odeio. Por quê? Porque simplesmente me odeio por me seguirem, queria ficar invisível, mas ao mesmo tempo seria ruim ser sempre ignorado. Bato e peço desculpas. Mas elas não são aceitas, passam despercebidas. Ou será que não são as desculpas certas? Esqueço das pessoas e rezo para que não se esqueçam de mim. Como se fosse justo... Acho que não há tantos erros assim nos círculos que me rodeiam, talvez eles estejam mesmo aqui... na bala com prego que vivo saboreando sem perceber? Ou será que percebo sem saborear?

Bem... Feliz Natal! 
xDan

14/11/2011

Enfim...


Enfim fui e enfim estou postando a um show d'O Teatro Mágico. Já comentei aqui o quanto queria ir. Bom, fui. Não faz tanto tempo, também já comentei aqui, o grupo lançou o terceiro disco: A Sociedade do Espetáculo. Esse show foi no CitiBankHall, início da nova turnê. Na verdade a maioria das músicas executadas era do disco novo, porém houve espaço (felizmente) para Camarada D'Água, O Anjo Mais Velho e Pena. Como o novo disco é novo mesmo, a maioria das pessoas não conhecia as novas músicas. Me incluo nisso, mesmo porque esse disco da banda ainda não me cativou o suficiente. Gosto mais do Segundo Ato, que é mais agressivo e um pouco melancólico, não que o novo não seja muito bom. Amanhá... Será ?, Nosso Pequeno Castelo, Folia No Meu Quarto. Essas são ótimas e estiveram no show. O legal também é que houve várias participações, dentre elas a de Flávio Venturini (com quem cantaram Linda Juventude, música de muito bom gosto que gosto) e Gabi Veiga (ex-integrante do grupo, em despedida). O show é fantástico, músicas boas, cores, risos, malabares, fogo, funk... É... Funk! Me pergunto até agora: Por quê? Fernando, que tanto admiro como letrista e músico, me surpreendeu ao gravar O Novo Testamento, uma das músicas que, curiosamente, mais gostei do disco novo. Porém, ao fim da execução dessa, no show, Fernando chamou alguns do público ao palco e dançou e cantou coisas vulgares das quais nem me atrevo a reproduzir era um tal de funk do japonês, cheio de duplo sentido e apelação, coisa feita por funkeiros e não por músicos sadios. Apelação. Precisa disso? Acho que n'O Teatro Mágico não. Os fãs de vocês não querem isso. Enfim, tirando isso, o resto foi excelente! Fui até de cara pintada e a pintura filha da mãe demorou pra sair, hehe.

Outro Enfim por eu, enfim, ter terminado meu trabalho (blog/site) de Psicologia, que vocês podem conferir clicando aqui. Ficou bom mesmo! E na apresentação meu grupo foi 10, estão de parabéns! Enfim está terminando o semestre/ano. O site é de cinema, entitulado de CINEMASSO, sim, com ss porque com ç é difícil a comunicação (marketing).

Estou riscando demais esse texto.

Mais um Enfim, é o último, prometo, é que enfim estou postando em meu blog. Eu fazia isso com frequência, mas tinha parado, mas voltei. Na verdade, devido a defeitos no Blogger, minhas atualizações não aparecem... Droga! Por isso ninguém lê. Ou será que é porque isso aqui tá uma merda mesmo? Enfim, estou meio sem sono e por isso estou postando. Tava pensando em deletar o blog, talvez eu delete. Algumas coisas aqui me trazem tristes lembranças... ao mesmo tempo são boas. Não sei explicar. Estou com pena de deletá-lo, acho que vou mantê-lo. Bem, o negócio é fazer o que dá na cabeça e escrever sempre o que faz ou dá na cabeça fazer.

Esse é aquele tipo de postagem na qual você não sabe se fala tudo ou não diz nada porque não quer contar nada pessoal. Bem, todo mundo tem o direito de ser complexo. Breve mais postagens!


 xDan

17/10/2011

Ostras


Entre praias lisas ou entre rochas que vão cedendo, as ostras vão sendo recolhidas cuidadosamente. Aos montes, são vazias, ocas, sem muito a oferecer além da carcaça temporária. Mesmo assim, são admiradas, invejadas, endeusadas. Buscar ostras que contenham uma pérola tornou-se obsoleto ou então mera extravagância. Ostra vazia está sempre aí, disponível, sempre é reposta e sempre está repondo. Ostra moradia acabam sendo esquecidas, contrariadas, enterradas pelo mar do tempo. A difereça? Parece não existir. Aliás para que perder o curto tempo tentando encontrar algo que não se compreende? 

xDan