19/07/2009

Trechos

Vector: [...]Minhas costas ainda doíam. Eu manquei até o banheiro à procura do espelho. O corte profundo em meu rosto estava se apagando, talvez sumisse depois de mais dois dias. O arranhão em meu braço doía também, mas as costas eram o real problema, estava difícil ficar de pé.
Deitei-me na cama novamente lembrando-me de tudo o que acontecera em Alpini. O remorso não deixava de me visitar de segundo a segundo, lembrando-me da mancha de sangue sob a atadura no local onde Tadeu deveria ter um olho.
Eu estava ainda mais preocupado com Zafira. Não tinha certeza de como ela tinha acordado ontem (o ontem dela). Mal destranquei a porta e senti uma pulsação estranha vindo de dentro de mim. Joguei minha mochila às pressas, sentindo as dores nas costas piorarem. Depois, acordei, aqui em minha cama. Não tinha lido ainda o bilhete de Zafira, mesmo que preocupado, não tive coragem.[...]

Zafira: [...]Fiquei observando a rosa na carta, acomodando-me na cama de solteiro. Eu queria pegar aquela rosa! Eu queria pegá-la! Não queria que Vector corresse mais nenhum perigo... Seria péssimo se Vector tivesse de pegar os dez ingredientes... É claro que ele não se sentiria mal de fazer tudo sozinho, mas eu sim. Segunda feira, mentalizei em meus planos futuros, eu iria atrás da rosa. Nem que, para isso, eu tivesse que esconder as cartas de Vector.
Parecia-me fácil. Eu pesquisaria rapidamente na internet lendas sobre rosas e correria até o lugar onde poderia encontrar uma envolvida por caules espinhosos. Parecia-me extremamente fácil, muito mais simples que um pássaro azul. Era injusto Vector enfrentar garras, enquanto eu enfrentaria apenas espinhos. Com essa comparação, mudei de idéia. Espinhos se tornaram perigosos em minha mente.[...]

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